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Ales celebra 109 anos dos bombeiros capixabas

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Os 109 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) foram comemorados em sessão solene do Parlamento capixaba realizada na noite de quinta-feira(25). Houve homenagens a integrantes da corporação com a entrega de certificados e da Medalha Alferes Tiradentes – destinada a profissionais da segurança pública que se destacam por atos de bravura e relevância social.  

O CBMES foi criado pela Lei Estadual 874/1912, mas entrou efetivamente em operação no ano seguinte, quando outra lei, a de número 920, resultou na implantação da primeira estrutura de combate a incêndios e outras catástrofes no estado. 

A instituição foi um órgão de execução da Polícia Militar até agosto de 1997, data em que foi publicada a Emenda Constitucional 12, que promoveu a desvinculação. 

Missão 

O artigo 130 da Constituição Estadual, já incorporado ao espírito da Emenda 12, determina como atribuição dos bombeiros a coordenação e a execução de ações de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio e explosões em locais de sinistros. 

Cabe à instituição realizar operações de busca e salvamento, controle de tráfego de embarcações próximo às praias, rios e lagoas. Também é responsável pela elaboração de normas relativas à segurança das pessoas e dos seus bens contra incêndios, além da atuação em situação de pânico social. 

Um dos homenageados no evento foi o cabo Leandro Cordeiro Silva Pauli, lotado no pelotão dos bombeiros que atende o Aeroporto de Vitória. Ele afirmou que, para a exercer a função, é necessário realizar cursos periodicamente como o último do qual participou recentemente na cidade de São Paulo. 

Conforme explicou, trata-se de um planejamento de segurança contra incêndios e desastres em áreas de aeroportos. Nesse sentido, o pelotão tem de estar de prontidão caso seja acionado para eliminar qualquer foco de incêndio dentro das aeronaves ou na infraestrutura do aeroporto. 

Outra atuação dos bombeiros é na captura de animais silvestres que habitam a área verde do Aeroporto de Vitória, situação essa que pode colocar em risco o pouso de aviões. Nessa operação, a corporação ajuda também a preservar as espécies. 

Mulheres

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A importância da presença feminina nos quadros do Corpo de Bombeiros também foi evidenciada na noite de homenagens. Uma das condecoradas com a Medalha Alferes Tiradentes foi a tenente Carla Andresa Nascimento Silva, que atua na Comunicação Social da corporação.  

Ela afirmou que, por se tratar de uma das instituições de maior credibilidade junto à população, o papel que exerce se torna mais desafiante, pois cabe à Comunicação aproximar ainda mais os bombeiros da sociedade, de forma transparente e colaborativa. 

Carla Silva considera “paixão” o trabalho no Corpo de Bombeiros e disse que a presença feminina no militarismo brasileiro é mais um avanço das mulheres, que têm lutado muito para ganhar espaço no mercado de trabalho. 

O coronel Benício Ferrari Junior representou o Comando Geral do Corpo de Bombeiros. Ele agradeceu os deputados, especialmente Capitão Assumção (Patri), por ter apresentado o requerimento para realizar a sessão solene em homenagem aos 109 anos da corporação. 

“Para nós é uma honra estar aqui tendo esse reconhecimento público do Parlamento estadual relativo à importância do legado do Corpo de Bombeiros na história do Espírito Santo”, afirmou.

O deputado Danilo Bahiense (sem partido) citou curiosidades a respeito dos primórdios e que resultaram na criação do Corpo de Bombeiros no estado. Segundo ele, a primeira iniciativa voltada ao combate a incêndios foi feita em 29 de setembro de 1862, quando o então chefe de Polícia, Antônio Gomes Villaça, baixou uma resolução determinando certas providências em caso de fogo.  

No ano seguinte, em junho, ocorreu um incêndio na Casa de Comércio de Antônio de Almeida Coelho, sediada em Vitória, provocado por uma faísca de uma bomba, sendo o primeiro grande sinistro em território capixaba. 

Bahiense citou também que, em novembro de 1906, houve o primeiro incêndio em uma loja de fogos de artifício, inaugurando uma série de acidentes com esse tipo de comércio. 

Em 1912, atendendo a uma demanda da sociedade, o presidente do Estado do Espírito Santo, Marcondes Alves de Souza, sancionou a Lei 874, de 26 de dezembro, determinando a criação do Corpo de Bombeiros.

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Somente no ano seguinte, em 13 de novembro de 1913, com a publicação da Lei 920, o Estado implantou a primeira estrutura de combate a incêndios e outras catástrofes. Essa lei estabeleceu a criação da Seção de Bombeiros, dentro do efetivo da Polícia Militar, composta por um cabo e 12 soldados, comandados pelo 1º tenente Ignácio Pinto de Siqueira.

Capitão Assumção explicou que, ao planejar a solene em homenagem aos 109 dos bombeiros, procurou homenagear não só os componentes da ativa, mas também bombeiros da reserva que prestaram relevantes serviços à sociedade. 

“É um privilégio ocupar o cargo de deputado e ter essa oportunidade de homenagear os meus colegas de profissão, pois o Corpo de Bombeiros tem uma importância gigantesca na minha vida; foi onde comecei como soldado e cheguei a capitão, oferecendo o melhor que eu pude para socorrer quem precisava de ajuda”, disse. 

Os deputados Torino Marques (PSL) e Hudson Leal (Republicanos) também compareceram ao evento e prestaram homenagens a integrantes da corporação.

Homenageados 

  • 3º sargento Euler Pereira Jordao (in memoriam) – representado por familiares 
  • 2º sargento Renildo Alves Rodrigues 
  • Cabo Leandro Cordeiro Silva Pauli 
  • 2º sargento Denilson Rodrigues Moraes 
  • Cabo Suzana Aparecida de Souza das Candeias 
  • 3º sargento Roberto Graciano Steinkopf Júnior 
  • Cabo Henrique de Amorim Pina 
  • Cabo Laíssa Silva Rufino Mendes  
  • 2º sargento Rodrigo Dazzi
  • Coronel Carlos Magno da Paz Nogueira 

Indicações do deputado Danilo Bahiense

  • Capitão Gabriela Andrade de Carvalho 
  • Tenente Carla Andresa Nascimento Silva 
  • Tenente coronel Alexandre Loureiro de Souza 

Indicações do deputado Hudson Leal 

  • Cabo Mauro Evaristo Mathias 
  • 3º sargento Larissa Oliveira Perim Monteiro 
  • 3º sargento Alberto Monteiro Neto 
  • Capitão Davi Justo Santos 
  • Capitão Rafael Eduardo Venturini 

Indicações do deputado Torino Marques

  • Major Leonardo Carnielli Oliveira 
  • Cabo Vinícios Celin Moraes 

Indicações do deputado Luiz Durão 

  • Capitão Daniel Vitor Almonfrey
  • Major Claudiomar Lopes Rassele 

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Política

PL cria política para estudante com epilepsia

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Em tramitação na Assembleia Legislativa (Ales), o Projeto de Lei (PL) 855/2021 cria a Política Estadual de Identificação e Acompanhamento Educacional dos Alunos com Epilepsia na rede pública. A iniciativa do deputado Renzo Vasconcelos (PP) visa permitir que esse público-alvo receba o acompanhamento educacional adequado.

Conforme consta na justificativa da matéria, estima-se que existam no Brasil 3 milhões de pessoas com essa doença neurológica, conhecida por causar crises conhecidas como convulsões, mas que também se manifesta de maneira mais sutil, caracterizada como “momentos de ausência”. O número de pessoas diagnosticadas com essa condição neurológica pode chegar a 300 por dia.

Preconceito

Por conta das crises, que assustam devido aos abalos musculares e salivação excessiva, os epilépticos são estigmatizados, afirma Renzo, e acabam sofrendo preconceito. Acabar com esse entendimento é uma das diretrizes da política estadual, bem como a capacitação da comunidade escolar para identificar os tipos de epilepsia e promoção dos primeiros socorros, entre outros.

Segundo a proposta, para implementar a política, caberá aos órgãos responsáveis diversas ações, como direcionar recursos financeiros para todas as escolas; promover articulação intersetorial compreendendo as políticas públicas que oferecem apoio a esses alunos; e a criação de programas de capacitação educacional para promover o acompanhamento desse público-alvo.

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Responsabilidade do Estado

O projeto enumera oito ações que deverão ser colocadas em prática pelo profissional da educação se um estudante for identificado com a condição médica. Ministrar a medicação do aluno durante o horário da aula; utilizar corretamente os primeiros socorros em caso de crise; e ficar atento aos sinais que podem anteceder uma convulsão são algumas das medidas.

O programa “estabelece a efetiva responsabilidade do Estado em relação aos alunos com epilepsia, instrumentalizando a comunidade escolar para comportar essa realidade e garantindo que o estudante identificado com epilepsia receba o acompanhamento educacional adequado que permita o aprendizado e convívio escolar em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com os demais”, frisa o autor da proposta em sua justificativa.

Tramitação

A proposta passará pela análise das comissões de Justiça, Educação e Finanças.

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