Política Nacional

Aécio desiste da disputa ao Senado para tentar reeleição na Câmara

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Deputado Aécio Neves (PSDB -MG)
Câmara dos Deputados

Deputado Aécio Neves (PSDB -MG)

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta quinta-feira que decidiu se candidatar à reeleição à Câmara Federal. Em um vídeo divulgado nesta tarde, o tucano afirmou que preferiu abrir mão de concorrer ao Senado para fortalecer a aliança que tem no estado com o PDT, de Ciro Gomes .

Aécio vinha aparecendo à frente das intenções de voto nas pesquisas regionais ao Senado, o que fez com o que deputado, que já ocupou uma cadeira na Casa Alta brasileira, pensasse em lançar uma candidatura para voltar a ser senador.

Agora, segundo afirmou, disputará mais uma vez à Câmara em prol da aliança firmada com o PDT, que indicará o vereador Bruno Miranda à vaga na chapa majoritária do candidato tucano ao governo de Minas, Marcus Pestana.

“Nesse momento, estou abrindo mão da disputa para o Senado para que o PDT, através do vereador Bruno Miranda, possa ocupar essa vaga e, ao nosso lado, construir uma candidatura clara, limpa, corajosa, ousada e preparada para que Minas possa ser a Minas de nosso tempo”, disse Aécio, que também afirmou: “A partir de uma ampla reflexão que nós fizemos, optei por fortalecer a candidatura do companheiro Marcus Pestana e fortalecendo a nossa aliança que já existe na federação com o Cidadania, agora também com o PDT”.

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Ao anunciar que abriria mão da candidatura ao Senado, Aécio afirmou que recebeu apelos para que disputasse uma cadeira na Casa e lembrou que foi como senador que concorreu à Presidência em 2014, ocasião em que foi derrotado pela presidente à época Dilma Rousseff (PT).

“Provavelmente, muitos desses que se manifestaram favoravelmente a essa candidatura se lembram que foi no Senado da República, como senador por Minas Gerais, que eu construí um projeto presidencial, uma candidatura à Presidência da República, que por muito pouco não foi vitoriosa e, acreditem, teria mudado de verdade esse país”, disse.

No anúncio, Aécio não poupou críticas ao próprio partido por não ter candidatura própria à Presidência. O deputado era defensor de que o PSDB lançasse um nome tucano ao Planalto e foi contrário à aliança nacional que sigla fez com o MDB para apoiar a campanha presidencial da senadora Simone Tebet (MDB-MS).

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“Tenho aqui que registrar que lamentavelmente o meu partido, o PSDB, nessas eleições cometeu um grave equívoco ao não apresentar uma candidatura à Presidência da República que pudesse demonstrar que existe vida inteligente fora dos dois polos que hoje disputam de verdade a Presidência da República”, afirmou Aécio, sem citar o nome do presidente, Jair Bolsonaro (PL), e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Delator da Lava-Jato, Paulo Roberto Costa, morre aos 68 anos

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Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
Reprodução: agência senado – 13/08/2022

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

Morreu na tarde deste sábado, aos 68 anos, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A informação foi confirmada ao GLOBO por familiares de Costa. A causa da morte não foi divulgada.

O engenheiro ficou nacionalmente conhecido por ter sido preso no âmbito da operação Lava-Jato, em 2014, e por ter sido delator de supostos esquemas de corrupção na estatal.

Em acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal, Costa revelou esquemas de enriquecimento ilícito que beneficiavam políticos. Delatou, entre outros, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney. Citou, ainda, nomes como o ex-senador Romero Jucá e o senador e atual ministro da Casa Civil Ciro Nogueira. Todos negaram as acusações à época.

Na ocasião da assinatura do acordo, Costa renunciou a cerca de US$ 23 milhões mantidos em contas na Suíça, à época bloqueados, além de mais US$ 2,3 milhões em Cayman. Na época, o ex-diretor devolveu R$ 79 milhões à Petrobras. Os prejuízos com os esquemas de corrupção foram calculados na ocasião em R$ 1,3 bilhão.

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Fonte: IG Política

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