Política Nacional

Acusação de homofobia contra Milton Ribeiro é rejeitada pela Justiça

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Milton Ribeiro escapou de denúncia
Valter Campanato/Agência Brasil – 29/11/2021

Milton Ribeiro escapou de denúncia

O juiz da 15ª Vara Federal de Brasília, Francisco Codevila, rejeitou uma denúncia movida pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro sob acusação de homofobia por declarações dadas em uma entrevista.

Em sua decisão, Codevila escreveu que Milton Ribeiro “não agiu com a intenção de ofender qualquer grupo em relação a sua opção sexual” e disse que o ex–ministro “apenas externou sua opinião sem exageros ou menoscabo a qualquer grupo social”.

A denúncia havia sido movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em dezembro do ano passado, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton perdeu o foro privilegiado por deixar o posto de ministro.

“Ao afirmar que adolescentes homossexuais procedem de famílias desajustadas, o denunciado discrimina jovens por sua orientação sexual e preconceituosamente desqualifica as famílias em que criados, afirmando serem desajustadas, isto é, fora do campo do justo curso da ordem social”, diz a denúncia apresentada ao STF.

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Na denúncia, assinada pelo então vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, a PGR afirma que ao enunciar que “a questão de gênero’ “não é normal’ e mencionar que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo”, o ministro da Educação “induz o preconceito contra homossexuais colocando-os no campo da anormalidade”.

“Ao desqualificar grupo humano – publicamente e por meio de comunicação social publicada – depreciando-o com relação a outros grupos em razão de orientação sexual, o denunciado adota um discrímen vedado e avilta integrantes desse grupo e seus familiares, emitindo um desvalor infundado quanto a pessoas, induzindo outros grupos sociais a ter por legítimo o discrímen, por sustentável o pre~juízo sem lastro, por reforçado o estigma social, por aceitável a menos~valia de pessoas e por explicável a adoção e manutenção de comportamentos de rejeição e mesmo hostilidade violenta a esse grupo humano vulnerável”, afirma a PGR.

Em um dos trechos da entrevista citados pela PGR, Ribeiro, que é pastor da igreja Presbiteriana, declarou: “Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão do gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo”.

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Em outro trecho, o ministro da Educação sugere que o adolescente “muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem e caminhar por aí”.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

‘Essa questão religiosa não entrará na minha pauta política’, diz Lula

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Lula sinalizou aos evangélicos nesta sexta-feira (19)
Ricardo Streck

Lula sinalizou aos evangélicos nesta sexta-feira (19)

O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva , sinalizou aos evangélicos nesta sexta-feira e rebateu a notícia falsa sobre fechamento de igrejas da religião caso seja eleito. 

As falas foram feitas segundos depois dele dizer que a “questão religiosa não entrará” na sua pauta. Ele afirmou ser contra “estabelecer qualquer princípio de guerra santa na política”.

“Essa questão religiosa não entrará na minha pauta política. Aliás, fui eu que criei o dia nacional da Marcha para Jesus, fui eu que garanti liberdade nesse país. As pessoas sabem disso. Só não sabem aqueles que tem má-fé. E eu não posso diminuir a seriedade do que significa religião para um cristão para pessoas que não veem seriedade, que querem manipular”, disse Lula.

A fala de Lula sobre manipulação refere-se à notícia falsa se espalhou por igrejas evangélicas que diz que os templos da religião seriam fechados caso a esquerda volte a governar o país. O pastor da Assembleia de Deus e deputado Marco Feliciano (PL), que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), admitiu que tem feito essa pregação para “alertar” os evangélicos.

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Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostra que mais da metade do eleitorado evangélico (52%) diz não votar de jeito nenhum no candidato petista à Presidência, enquanto 35% afirmam o mesmo em relação a Bolsonaro. Em julho, a rejeição do grupo com Lula era de 49%.

“Eu não quero ficar disputando o voto religioso, porque eu não acho que faz parte da minha cultura política estabelecer qualquer princípio de guerra santa”, disse o ex-presidente nesta sexta-feira.

O petista falou a jornalistas na casa do economista Delfim Netto, nome que aconselhou economicamente o petista. Também estiveram presentes o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante.

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Fonte: IG Política

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