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Abstenções batem recorde no 2º turno das eleições com 29,47% de ausentes

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Antonio Augusto/Ascom/TSE

Na avaliação do TSE, abstenções foram mais altas do que o adequado

O número de abstenções no 2º turno das eleições municipais bateu recorde e atingiu percentual de 29,47% de ausentes. Em números absolutos, a quantidade de pessoas que não participou do processo eleitoral foi de 11.116.373. O total de votos brancos somou 1.035.217 (3,89%), enquanto os nulos foram 2.344.085 (8,81%).

Em entrevista coletiva neste domingo após a divulgação dos resultados, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, reconheceu que o número é alto e disse que esperava maior comparecimento de eleitores. Barroso agradeceu aos 70,53% dos eleitores das 57 cidades que votaram.

“Tradicionalmente, o segundo turno das eleições possui maior quantidade de abstenções. No entanto, a deste ano foi maior do que o que desejaríamos, mas temos de levar em conta que estamos em uma pandemia. O ideal seria que a abstenção tivesse sido menor, mas um comparecimento de mais de 70% não deixa de ser um fato que merece ser comemorado”, afirmou.

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O TSE registrou a eleição de 649 mulheres ao cargo de prefeito e 885 para o cargo de vice, o que significa 12,05% do total de chefes do Executivo local eleitos. No caso de candidatos que se autodeclararam negros (pretos ou pardos), houve um aumento, de 29% para 32% no pleito deste ano.

Para o ministro Barroso, as eleições municipais imprimiram um resultado que replica a exata vontade dos brasileiros. Além disso, segundo adiantou, para o pleito de 2022, o TSE vai apresentar duas propostas ao Congresso Nacional, já no início do ano que vem, a fim de aprimorar e agilizar o julgamento dos pedidos de registro de candidatura.

Segundo o ministro, a ideia é ter os registros julgados mais cedo, dando mais tempo para que a Justiça Eleitoral avalie cada uma delas, ou adotar uma espécie de pré-registro no início do ano eleitoral. “Dessa forma, quando houver a convenção do partido, toda a documentação já terá sido avaliada, e o candidato já estará habilitado”, revelou.

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Mourão diz que queda na avaliação de Bolsonaro é por situação da vacina e Manaus

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Mourão diz que avaliação do Governo Bolsonaro caiu pelo 'ruído' da vacina
O Antagonista

Mourão diz que avaliação do Governo Bolsonaro caiu pelo ‘ruído’ da vacina

O vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu a um “momento de bastante ruído” a queda na avaliação do presidente Jair Bolsonaro , identificada na semana passada pelo Datafolha, mas afirmou que a situação vai melhorar quando for “esclarecido” o trabalho do governo pela vacinação contra a Covid-19 e na crise de saúde em Manaus. O vice-presidente também defendeu o trabalho do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Está havendo um momento de bastante ruído, por dois aspectos. Um aspecto é a questão da vacina, da vacinação, que no momento que for esclarecido que o governo está fazendo o possível e o impossível para ter o fluxo contínuo, e também a questão de Manaus, no momento que for esclarecido, acho que diminui esse ruído”, disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.

Para o vice-presidente, a eleição para a presidência da Cãmara e do Senado, que ocorre na próxima semana, também ajudará a abaixar as “pressões”. “E óbvio que tem as eleições das duas Casas do Legislativo, que influem. Semana que vem acho que baixa um pouco as pressões”, declarou.

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De acordo com o levantamento do Datafolha , divulgado na sexta-feira (22), 40% brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima. Em dezembro, o percentual era de 32%. A avaliação positiva (ótimo ou bom), por outro lado, caiu de 37%, em dezembro, para 31%.

Em relação ao pedido de inquérito contra Pazuello , o vice-presidente disse que uma investigação seria positiva para chegar “à conclusão do que aconteceu”. Mourão afirmou, no entanto, que o ministro faz um trabalho “de forma honesta e competente”.

“Uma vez que existe muito disse-me-disse a respeito disso, acho que a melhor linha de ação é que se chegue à conclusão do que aconteceu. Eu tenho acompanhando o trabalho do ministro Pazuello, sei que ele tem feito um trabalho meticuloso e de forma honesta e competente. Que se investigue e se chegue à conclusão do que aconteceu”, afirmou. 

O pedido de inquérito foi apresentado no sábado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, ao Supremo Tribunal Federal ( STF ). A solicitação ainda não foi analisada, mas a praxe na Corte é autorizar os inquéritos pedidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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