Mulher

A queda dos fios se intensificou no outono? Descubra tudo sobre o assunto!

Publicados

em


source

Alto Astral

A queda dos fios se intensificou no outono? Descubra tudo sobre o assunto!
Reprodução: Alto Astral

A queda dos fios se intensificou no outono? Descubra tudo sobre o assunto!

Com dias mais frescos e menos ensolarados, o clima ameno de outono é amado por uns e odiado por outros. É nessa estação que também ocorre a diminuição da umidade relativa do ar e aumento de nevoeiros. E os dados estatísticos comprovam: o outono traz consigo uma maior incidência de queda dos cabelos , além de fios mais secos e sem brilho .

O porquê disso acontecer ainda não está totalmente elucidado, mas especialistas acreditam as essas alterações climáticas contribuem, sim, para que a problemática ocorra.

Como o sistema capilar identifica as alterações sazonais?

Heloisa Olivan, bioquímica e cosmetologista, explica que o couro cabeludo é uma estrutura viva e extremamente sensível a variações de luz e temperatura.

“A região possui receptores de luminosidade que estimulam a produção de melanina, uma das responsáveis por determinar o ritmo de crescimento e pigmentação dos fios”, Olivan comenta. Ou seja: dias menos ensolarados alteram a dinâmica desse ciclo, favorecendo o crescimento em marcha lenta ou até mesmo a queda capilar, como esclarece a bioquímica.

Olivan explica também que outros estudos sugerem que a queda capilar no outono se deve a um mecanismo de proteção do corpo contra a radiação, favorecendo um número maior de cabelos em fase de crescimento durante os meses mais quentes. Com o fim do verão , esse mecanismo é reduzido, levando os fios à queda no outono.

Leia Também:  5 hábitos que podem prejudicar a saúde íntima feminina

Quando você deve se preocupar?

Os cabelos crescem, em média, um centímetro ao mês e, em geral, perdem uma média de 100 fios ao dia. Essa quantidade pode ser maior ou menor, dependendo das condições de saúde de cada pessoa, além dos cuidados capilares com os produtos adequados para cada tipo de madeixas e couro cabeludo.

Shutterstock

Você viu?

“No outono, esse número de queda pode ser até 10% maior, mas é uma fase passageira com rápida reposição do que se perdeu”, diz a expert no assunto. Olivan afirma ainda que se o cenário for esse, não há razão para se preocupar. “Essa queda sazonal geralmente é difusa, ou seja, afeta todo o couro cabeludo, ao invés de áreas específicas”, comenta.

É importante lembrar que o sistema capilar tem seu equilíbrio alterado com muita facilidade, então, falta de lavagem, fatores climáticos – como poluição e radiação solar -, procedimentos químicos, além de alterações hormonais, nutricionais ou emocionais, podem influenciar diretamente na bioquímica do couro cabeludo, mudando toda sua estabilidade.

Leia Também:  Conheça a oração da riqueza para fazer de manhã

Como manter os cabelos fortes nessa época do ano?

Para minimizar a queda de cabelo no outono, primeiramente é necessário cuidar da saúde do couro cabeludo. Olivan afirma que a conquista de fios saudáveis depende do equilíbrio da microbiota dessa região.

“Banhos muito quentes, abuso do secador e diminuição na frequência da lavagem podem abalar esse equilíbrio, deixando os fios mais susceptíveis à queda”, ela explica.

Quais outros fatores podem agravar a queda de cabelo?

Além dos cuidados diários, tanto com o couro cabeludo quanto com os fios, o estado nutricional é outro fator de extrema relevância para manter cabelos fortes, equilibrados e saudáveis. “Vitaminas, especialmente as do complexo B, aminoácidos, em especial a cisteína e a cistina, e os minerais, como o ferro, o zinco, o cobre e o silício, estão entre os protagonistas para ter cabelos saudáveis e bonitos”, informa a profissional.

Outro ponto que agrava a queda de cabelo, de acordo com Olivan, é a ansiedade e o estresse : “em situações de desequilíbrio emocional, alguns pacientes fazem do cabelo uma válvula de escape contra os acessos de tensão”. O comum hábito de puxar os cabelos é um comportamento chamado de tricotilomania, e está associado à ansiedade, depressão ou obsessões, e que pode danificar as madeixas.

Consultoria: Heloisa Olivan, bioquímica e cosmetologista do Instituto Olivan.

Fonte: IG Mulher

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mulher

Livrarias independentes se segmentam e conquistam o público brasileiro

Publicados

em


source

Alto Astral

Livrarias independentes se segmentam e conquistam o público brasileiro
Reprodução: Alto Astral

Livrarias independentes se segmentam e conquistam o público brasileiro

Ao contrário das grandes livrarias, que contêm acervos enormes sobre os mais variados temas e um contato impessoal com os clientes, pequenos empreendimentos de rua e online encontraram na segmentação uma chave para manterem-se firmes; além de atrairem um público mais fiel, aumentarem o diálogo com os leitores e, por consequência, as vendas! Tudo isso em meio à crise do mercado editorial – que já impôs o fechamento de dezenas de livrarias nos últimos anos.

Esse é o caso da livraria especializada em humanidades, Mandarina, criada em 2019 pelas sócias Daniela Amendola e Roberta Paixão, que buscavam fugir do modelo das grandes livrarias, ou “shopping de livros”, como chamam. “Quando a gente resolveu montar a Livraria Mandarina, a gente foi estudar. E a gente viu que as livrarias segmentadas e pequenas são a tendência, são o que as pessoas estão buscando”, conta Paixão. Para as livreiras, a segmentação é uma forma de apresentar ao público obras de autores diversos, que não estampam as estantes das grandes livrarias, mas que merecem a atenção e o apreço dos leitores.

Localizada em Pinheiros, São Paulo, a Livraria Mandarina conta com um acervo de mais de 6 mil títulos voltados à literatura clássica, ciências sociais, filosofia e poesia. Mas, não é a única a apostar na segmentação. Hoje, pelo Brasil, há inúmeras livrarias independentes focadas em temas como humanidades, literatura queer, literatura afro-brasileira, feminismo, entre outros. Essas livrarias preenchem um buraco deixado pelas gigantes do ramo ao investirem em acervos escolhidos a dedo, atendimento humanizado e na criação de espaços de troca, diálogo e reflexão ao resgatarem a importante figura do livreiro, antes apagado pelo formato e-commerce.

Livraria Mandarina
Daniela Amendola e Roberta Paixão na Livraria Mandarina / Foto: Reprodução Instagram (@livraria_mandarina).

Esse contato direto e mais humano com os clientes foi o que motivou os sócios Eduardo Ribeiro, Fábio Brito e Ivan Costa a inaugurar, em outubro do ano passado, a livraria Casa da Árvore , na Pedra do Sal, centro do Rio de Janeiro, focada em literatura afro-brasileira e humanidades. “Uma das principais coisas que a livraria te dá é a dimensão do encontro, é ter uma dimensão do que é literatura, essa é uma coisa que só a livraria física te dá e é uma das principais motivações das livrarias de ruas ainda existirem”, diz Ribeiro.

Segundo ele, o atrativo das livrarias é a sensação do imprevisível, de não saber o que te aguarda ao adentrar esses espaços. “Você pode encontrar o autor do livro que você gosta, pode rolar uma indicação de um livro que você não conhece pelo livreiro, que é um personagem muito importante”, observa o sócio.

Leia Também:  Giovanna Ewbank compra móveis para mansão em Portugal

O livreiro também defende que o acervo especializado e curado com carinho é o ponto chave da Casa da Árvore. “Para a gente sobreviver precisamos ter essa curadoria, sempre muito cuidadosa, né? Se a gente se descuidar da nossa curadoria, a gente perde o sentido de existência da livraria”, afirma Ribeiro.

Ele ainda ressalta que as grandes livrarias não estão resistindo porque elas têm um custo muito alto e não focam em um nicho. “Elas atacam o público em geral, que é um público muito flutuante, um público que você não consegue ter muito a medida do que a pessoa quer”, aponta. Para Ribeiro, a competição é muito maior quando não há segmentação do empreendimento. “Aqui a gente tenta fazer com que a pessoa tenha uma livraria de estimação, pra sempre comprar com a gente”, complementa

Segmentação como solução – para o livreiro e para o leitor

Embora ainda não haja, oficialmente, estatísticas sobre o aumento das livrarias segmentadas, Bernardo Gurbanov, livreiro e presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), aponta que desde os anos 1980 o setor editorial já tinha consciência de que as “pequenas empresas altamente especializadas” sobreviveriam com mais facilidade às mudanças do mercado. Hoje, segundo ele, esse cenário já é visível.

De acordo com Gurbanov, as livrarias segmentadas criam um canal de comunicação com os leitores que não contribui somente para a manutenção do negócio, “mas com o processo de compartilhar conhecimento e de criar uma comunidade em torno dessas temáticas”. Para ele, são essas comunidades cada vez mais interessadas em um acervo especializado e um atendimento personalizado, que tem ajudado a sustentar os empreendimentos.

Quem concorda com Gurbanov é a bibliotecária Ketty Valêncio, dona da Livraria Africanidades , focada em literatura negra e feminista – que surgiu como e-commerce em 2013 e ganhou quatro paredes e um teto em 2017.

Você viu?

Valêncio conta que a Africanidades surgiu a partir de sua própria experiência de vida. “Eu via os espaços literários e eu não me via, essa questão da representatividade negra dentro da literatura, mesmo. E quando eu observava esse corpo negro dentro da literatura, era um papel onde eu não queria estar, era um papel totalmente estereotipado, marginalizado”, relata.

Localizada na Vila Pita, periferia da zona norte de São Paulo, a Africanidades conta com um acervo de cerca de 200 obras de autores independentes dos mais diversos campos dos saberes, que apresentam uma visão de mundo descolonial e descentralizada.

Leia Também:  Veja como reconquistar o mozão de cada signo
Africanidades
Em busca de representatividade negra na literatura, a bibliotecária Ketty Valêncio criou a Livraria Africanidades / Foto: Reprodução Facebook.

Além das estantes e das páginas dos livros, a livraria busca a visibilidade e a valorização do protagonismo feminino, preto e periférico através de atividades culturais. Antes da pandemia, o espaço chegou a sediar eventos como rodas de conversas e leituras, saraus, lançamentos de livros e oficinas.

Segundo Valêncio, o fato da Africanidades não ser apenas um ponto comercial, mas um polo cultural, “uma ação de transformação”, como ela diz, foi o que fidelizou o público e fez com que ele se mantivesse durante a pandemia de Covid-19.

“Atualmente, acho que as livrarias pequenas estão resistindo mais no mercado editorial do que as livrarias grandes. É o resultado também das pessoas quererem se ver na literatura. Se eu fosse somente um empreendimento comercial, eu acho que eu já teria falido, mas como a livraria tem um aspecto muito precioso e valioso de cada narrativa que eu tenho aqui presente, eu acho que através disso eu consigo ter um público que me assiste, que gosta do meu trabalho e que replica as minhas ações”, afirma ela.

Outra livraria que compartilha a mesma proposta é a Queer Livros , focada em obras, sobretudo acadêmicas, sobre gênero e sexualidade. Para o sócio-livreiro Gilmario Nogueira, atuar em um nicho como a Queer, é abrir um diálogo com as pessoas possibilitando uma discussão mais aprofundada.

A livraria baiana conta com um acervo de mais de 100 títulos. Com obras que vão além dos best-sellers das grandes livrarias, a Queer proporciona a troca entre autores renomados e autores novos e independentes, de todos os cantos do Brasil e do mundo. Entre as obras mais vendidas estão: O cis no divã; Diversidade sexual, étnico-racial e de gênero; Saúde mental e racismo à brasileira e Dissidências de gênero e sexualidade, que dão o tom do que esperar da livraria.

Queer Livros
Queer Livros aposta em autores desconhecidos e discute gênero e sexualidade / Foto: Reprodução Facebook.

Com o objetivo de desmistificar as questões sobre gênero e sexualidade , além de ampliar o conhecimento científico sobre um tema que move tabus na sociedade, a Queer já está no mercado há 3 anos e vem se mantendo firme. “[ A literatura queer] é importante pra gente conhecer uma série de sujeitos subalternizados que nós temos”, ressalta o livreiro.

Nogueira também afirma que foi graças à segmentação que a pequena livraria online conseguiu se manter durante a pandemia. “Nós atuávamos muito em eventos acadêmicos, com a pandemia, não tiveram mais eventos. Então, no primeiro mês a gente não sabia o que ia acontecer. Só que aí a gente aumentou o número de clientes online. Então, ter nicho nos ajuda”, diz.

Fonte: IG Mulher

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA