Vila Velha vai ganhar nova estação de monitoramento do ar em agosto

A Grande Vitória ganhará um importante reforço no monitoramento da qualidade do ar. Prevista para ser inaugurada em agosto, uma nova estação começará a funcionar nas instalações do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Vila Velha, ampliando a capacidade de fiscalização ambiental e modernizando a rede de monitoramento do Estado.

As informações foram apresentadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Pode).

O colegiado acompanha periodicamente os indicadores da qualidade do ar e fiscaliza as ações desenvolvidas pelo  Iema, buscando garantir mais transparência e proteção à saúde da população.

Segundo o analista de meio ambiente do Iema, Takahiko Hashimoto Júnior, a nova estrutura substituirá a antiga estação que funcionava no centro de Vila Velha, próximo ao Colégio Marista, desativada por problemas de segurança e vandalismo. Desde então, o município contava apenas com a estação do bairro Ibes.

Além dos equipamentos automáticos, a nova unidade também receberá coletores da rede manual de monitoramento e será construída em um espaço maior, pensado para atividades de ensino e educação ambiental em parceria com o Ifes.

“O novo espaço permitirá aproximar a população e os estudantes do trabalho de monitoramento da qualidade do ar. Será uma estação moderna e preparada para servir também como referência para pesquisa e educação ambiental”, explicou Takahiko.

Para Gandini, acompanhar de perto o funcionamento da rede é fundamental para garantir que as políticas públicas ambientais produzam resultados concretos.

“Nosso papel é fiscalizar, cobrar transparência e acompanhar se os padrões ambientais estão sendo cumpridos. A comissão realiza esse acompanhamento a cada três meses para verificar a evolução da qualidade do ar e das medidas previstas no novo decreto estadual e na legislação de longo prazo. O que está em jogo é a saúde da população”, afirmou o deputado.

Hoje, o monitoramento é realizado por uma rede manual formada por dez pontos distribuídos na Grande Vitória.

Nesses locais, os coletores permanecem durante 30 dias acumulando o material que se deposita naturalmente. Depois, as amostras seguem para laboratório, onde passam por secagem e pesagem. Todo o processo leva cerca de 60 dias entre a instalação do coletor e a divulgação do resultado.

Além dessa rede manual, o Estado conta com oito estações automáticas capazes de medir, hora a hora, as partículas sedimentáveis. Elas estão instaladas em Laranjeiras, Enseada do Suá, Centro de Vitória, Ibes, Ceasa, Cidade Continental, Jardim Camburi e Ilha do Boi.

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