Municípios capixabas elevam indicador de saúde fiscal com gestão cautelosa das contas em 2025

Os municípios do Espírito Santo reduziram a despesa total em 2025, primeiro ano de mandato das atuais gestões municipais, e melhoraram ao mesmo tempo os indicadores que medem sua saúde financeira. É o que aponta o anuário Finanças dos Municípios Capixabas, produzido pela Aequus Consultoria. A despesa total somou R$ 26,03 bilhões, valor 3,6% menor que o registrado em 2024, resultado de uma gestão mais cautelosa das contas públicas, comportamento característico do início de mandato.

Os gastos com custeio recuaram 1,9%, o equivalente a R$ 220,3 milhões a menos, somando R$ 11,15 bilhões. O resultado interrompe uma sequência de altas expressivas, que havia somado 55,4% entre 2021 e 2024. Já a despesa com pessoal subiu 5%, um acréscimo de R$ 522,1 milhões, totalizando R$ 10,97 bilhões — ritmo inferior ao dos três anos anteriores, refletindo maior cautela na gestão do quadro de servidores. Os gastos com juros e amortizações da dívida cresceram 8,4% (R$ 47,2 milhões a mais), somando R$ 606,2 milhões, ainda o menor item entre as categorias de despesa.

Com o ajuste nas contas, a proporção de municípios capixabas com nota A ou B na Capag — metodologia do Tesouro Nacional que avalia a capacidade de pagamento dos entes públicos — voltou a subir, alcançando 81% das cidades do estado, ante 62% no ano anterior. O resultado coloca o Espírito Santo na sexta posição do ranking nacional, acima da média do país, de 54%, e da região Sudeste, de 49%.

“Os números de 2025 mostram um movimento típico de início de gestão, com ajuste nas contas, mais cautela nos gastos e, como resultado, uma melhora consistente nos indicadores fiscais. O Espírito Santo confirma, mais uma vez, que seus municípios estão entre os mais bem avaliados do país”, ressalta Tânia Villela, economista e editora do anuário.

Do total de municípios capixabas, 74 permaneceram, em 2025, com a despesa de pessoal do Poder Executivo abaixo do limite de alerta previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e nenhum ultrapassou o teto legal. As 78 câmaras municipais do estado também respeitaram o limite de gastos com pessoal do Legislativo, repetindo o desempenho dos anos anteriores.

Os dados fazem parte da 32ª edição do anuário Finanças dos Municípios Capixabas, elaborado com base nas prestações de contas dos 78 municípios do Espírito Santo ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), da Secretaria do Tesouro Nacional.

Ranking nacional — proporção de municípios com nota Capag A ou B (2026, ano-base 2025)

Estado% municípios nota A/B
Santa Catarina88%
Rondônia86%
Rio Grande do Sul84%
Mato Grosso do Sul84%
Mato Grosso82%
Espírito Santo81%
Paraná78%
Goiás61%
Minas Gerais55%
Tocantins52%
Paraíba46%
Rio Grande do Norte39%
São Paulo38%
Rio de Janeiro38%
Bahia37%
Maranhão36%
Pará35%
Alagoas33%
Piauí32%
Ceará31%
Amazonas25%
Sergipe22%
Pernambuco22%
Acre22%
Roraima14%
Amapá0%
Média nacional dos municípios54%

Confira mais Notícias

ES concentra quase 70% de toda a área cultivada de café conilon do Brasil e é o líder da produção nacional

Espírito Santo está entre os mais expostos do país ao novo ciclo tarifário dos EUA, diz a FINDES

EUA mantêm parte das exportações brasileiras de rochas naturais fora da nova tarifa de 25%, mas medida ainda afetará o setor

Mutirão de Negociação de Dívidas será realizado durante a Feira de Negócios e Agroturismo em Cachoeiro

Governador Ricardo Ferraço visita obras da nova unidade da Havan em Vila Velha

Imposto sobre exportação de minerais gera impasse e pode parar no STF

Secretaria da Fazenda do ES bloqueia 614 MEIs por irregularidades fiscais

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias