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5 candidatos a prefeito em SP concentram 89% das arrecadações das campanhas

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Montagem com Bruno Covas, Jilmar Tatto, Guilherme Boulos, Joice Hasselmann e Celso Russomanno um ao lado do outro
Arte iG

Candidatos que mais arrecadaram em São Paulo têm R$ 12,5 milhões para gastar em suas campanhas

Dos 14 candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020, cinco deles concentram 89,5% do total de arrecadações de todas as campanhas para assumir o cargo de líder do Executivo na capital paulista. Somando o valor arrecadado por todos os pleiteantes, o montante chega R$ 18,3 milhões. Desse total, 16,3 milhões estão concentrados entre os cinco que mais arrecadaram.

O levantamento foi feito com base nas informações declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos próprios candidatos até esta segunda-feira (19), portanto esse valor ainda pode mudar até que a prestação de contas consolidadas seja enviada à Justiça Eleitoral após o fim das eleições.

Os montantes arrecadados correspondem ao dinheiro repassado aos candidatos pelos diretórios de seus respectivos partidos e às doações diretas feitas por pessoas físicas. Desde o pleito de 2016, empresas não podem mais fazer doações a campanhas.

O candidato Bruno Covas (PSDB), que é o atual prefeito e disputa a reeleição, é o que mais tem dinheiro para usar em sua campanha. O valor arrecadado pelo tucano até agora foi de R$ 7,5 milhões. No caso dele, a maior parte veio dos repasses feitos pelo PSDB (R$ 5 milhões) e pelo Podemos (R$ 2 milhões), que faz parte da coligação da chapa.

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Covas ainda recebeu doação de José Roberto Lamacchia, que é dono da Crefisa e contribuiu com R$ 200 mil. Também contribuíram com a campanha os empresários José Ricardo Rezek e David Joseph Safra, filho banqueiro Joseph Safra. Ambos doaram R$ 100 mil e R$ 75 mil, respectivamente, à campanha do candidato do PSDB.

Em segundo lugar na lista de campanhas aparece Jilmar Tatto (PT), com uma quantia declarada de R$ 4,4 milhões. O petista, porém, conta só com uma fonte de arrecadação, que foi o repasse feito pelo PT. Tatto é seguido por Joice Hasselmann (PSL), que também só tem R$ 2 milhões doados pelo diretório nacional do PSL.

Em quarto lugar aparece  Guilherme Boulos (PSOL). O líder do Movimento do Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tem R$ 1,2 milhão à seu dispor para usar na campanha. A maior parte desse dinheiro – R$ 953 mil (74,2%) – foi repassado pelo PSOL.

Atrás dele vem Andrea Matarazzo (PSD), que teve repasse de R$ 1,05 milhão do PSD e mais duas doações de pessoas físicas nos valores de R$ 25 mil e R$ 10 mil. A soma dos valores dá R$ 1,08 milhão.

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A lista segue com os candidatos Marina Helou  (Rede), que arrecadou R$ 575 mil,  Celso Russomanno  (Republicanos), com R$ 500 mil, Orlando Silva  (PCdoB), com R$ 423 mil, Arthur do Val  (Patriota), com R$ 326 mil,  Vera Lúcia  (PSTU), com 52 mil, e Filipe Sabará (Novo), com R$ 16 mil. Márcio França (PSB), Antônio Carlos Silva (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) não declararam nenhuma arrecadação.

Líderes do crowdfunding

Embora tenham menos recursos, se forem desconsiderados os repasses feitos pelos partidos, Guilherme Boulos e Arthur do Val são os candidatos que mais tiveram arrecadação, já que ambos fizeram campanhas de financiamento coletivo.

O candidato do PSOL fez uma campanha que rendeu a ele uma quantia de R$ 312,7 mil, o que corresponde a 24% do que ele tem para gastar nas eleições. Já Arthur, que abre mão de usar dinheiro público para sua divulgação, conseguiu arrecadar R$ 161,7 mil através dessa mesma fonte de renda.

Em quantidade de doações individuais diretas, no entanto, o candidato do Patriota fica na frente. O número de doadores a ele foi de 285. Entre eles está o empresário José Salim Mattar Júnior, que é fundador da Localiza e doou uma quantia de R$ 25 mil a Arthur. Boulos teve a doação direta de cinco pessoas.

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Denunciada, Flordelis perde guarda de filha adotiva que se automutilou; entenda

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Mutilação
Reprodução

Testemunha disse que marcas no braço da jovem foram feitas após discussão com a parlamentar

A Justiça do Rio determinou nesta quinta-feira (3) que uma das filhas adotivas da  deputada federal Flordelis dos Santos seja levada para uma casa de acolhimento de menores no mesmo município. A decisão é da juíza Rhohemara dos Santos Carvalho, da Vara da Infância e Juventude de Niterói. O Globo teve acesso ao mandado de busca e apreensão da menor, que tem 14 anos.

No documento, a magistrada determina que o acolhimento deve ser cumprido com urgência pelo oficial de Justiça de plantão, que deverá ser acompanhado por um conselheiro tutelar. A juíza ressalta que, caso necessário, poderá ser usado auxílio policial.

A magistrada determina que o mandado de busca e apreensão da filha adotiva de Flordelis seja cumprido em um hospital em Niterói onde a jovem está internada desde a última semana. Caso a menina não seja encontrada na unidade de saúde, a juíza determina que o oficial vá a qualquer outro endereço onde ela possa ser localizada.

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A filha adotiva que será levada para a casa de acolhimento é uma adolescente de 14 anos que teria se automutilado após uma briga com Flordelis . O episódio, que teria ocorrido há duas semanas, foi revelado na última sexta-feira durante audiência no processo no qual Flordelis é ré acusada de ser mandante da morte do marido. A empresária Regiane Rabelo afirmou que a menina feriu seu próprio braço com um estilete após ter sido chamada de lixo por Flordelis.

Ainda durante a audiência, o assistente de acusação do processo, advogado Ângelo Máximo , apresentou fotos que Regiane afirma serem do braço de Ágatha ferido. O Globo teve acesso às imagens, nas quais é possível ler “EU S LIXO”. A testemunha alegou que teve conhecimento das automutilacoes por outra jovem que morava na casa, mas que foi expulsa após uma discussão com Flordelis.

A menina de 14 anos que teria se automutilado foi internada na última semana. Em suas redes sociais, Flordelis afirmou que a menina foi hospitalizada para tratar de “problemas emocionais causados por mentiras”.

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Durante a audiência na última sexta-feira, Regiane ainda afirmou que outras seis crianças na casa sofrem maus tratos e acrescentou que atualmente as crianças e adolescentes passam fome na residência. A juíza Nearis dos Santos determinou o envio de cópia do depoimento de Regiane para a Vara de Infância e Juventude, além do Conselho Tutelar.

“Ela (Flordelis) trata as crianças como lixo. Teve até briga do arroz lá dentro, por comida. Estão comendo arroz com arroz”, afirmou Regiane.

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