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123movies.la, um dos maiores sites de pirataria de filmes, é retirado do ar

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Pirataria é combatida por associação
Unsplash/Austin Neill

Pirataria é combatida por associação

O 123movies.la não está mais no ar. Na sexta-feira (7), a Aliança para a Criatividade e o Entretenimento (ACE) anunciou que passou a controlar o domínio de um dos maiores sites de pirataria de filmes. Ao acessá-lo, os visitantes são recepcionados por um aviso e redirecionados a uma página do grupo de empresas.

Surgido em 2017, o site alcançou uma marca de quase 30 milhões de visitas mensais. Mas, recentemente, a Alliance For Creativity and Entertainment (em inglês) tomou posse do domínio, retirando-o do ar. Segundo o grupo para combater a pirataria , que reúne nomes como Amazon , Apple , Disney e Netflix , esta é a sua primeira ação na Tunísia.

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123movies.la: site de pirataria de filmes é retirado do ar

Ao acessar o site neste momento, o seguinte aviso é apresentado na tela: “Este site não está mais disponível devido à violação de direitos autorais”. Em seguida, os visitantes são levados a um página da associação com um lista de plataformas de streaming . Entre elas, estão o Amazon Prime Video, Disney+ e Google Play.

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A ACE não informou como descobriu a identidade dos donos da plataforma. Mas, conforme o TorrentFreak observou, em setembro, a Motion Picture Association (MPA) solicitou dados sobre os responsáveis por diversos sites, como o EZTV, Pirate Bay e YTS, em uma intimação à Cloudflare. O 123movies.la também estava na lista da associação.

“Essa é uma prova do trabalho implacável de nossa equipe da ACE global de que fomos capazes de encerrar o 123movies.la, uma das maiores operações de pirataria do mundo”, disse Jan van Voorn, vice-presidente executivo e chefe de proteção de conteúdo global da MPA. “Esta ação resume a missão da ACE e é um forte exemplo de como lutamos para proteger o mercado criativo em todos os cantos do globo”.

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Segurança digital: Câmara discute adesão à Convenção sobre o Cibercrime

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A Câmara instala Comissão Especial para tratar do tema
Redação 1Bilhão Educação Financeira

A Câmara instala Comissão Especial para tratar do tema


A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública nesta segunda-feira (14) para avaliar a proposta de adesão do Brasil à  Convenção sobre o Cibercrime , também chamada de Convenção de Budapeste , em referência ao local de assinatura, em 2001.

A convenção recebeu até o momento a adesão de 66 países. Ela elenca tipos de ilícitos criminais relacionados a tecnologias da informação e fixa procedimentos para a cooperação internacional neste tema e procedimentos de acesso a provas e informações por um país fora de sua jurisdição.


O país foi convidado a assinar o tratado internacional. O governo federal iniciou o processo em 2019. Agora cabe ao Congresso Nacional avaliar a participação ou não do Brasil no tratado.

O chefe da Divisão de Combate ao Crime Transnacional (DCIT) do Ministério das Relações Exteriores, Eric do Val Lacerda Sogocio, declarou que o Itamaraty entende como momento adequado de aderir à convenção como forma de facilitar que órgãos de persecução penal tenham mais condições para obter informações e provas.

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“Também como parte da convenção, o Brasil passaria a receber o reconhecimento de que suas leis e políticas de combate ao  crime cibernético  são compatíveis com as normas internacionais, o que reforça a imagem de parceiro confiável. O país passaria a participar do protocolo sobre prova eletrônica, que atualiza a convenção e padrões para intercâmbios para esse tipo de informação”, explicou.

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A diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, manifestou- se em sentido semelhante.

“A proposta repousa sobre adoção de legislação penal padronizada entre os países, o fortalecimento da cooperação internacional, a existência de medidas para o fortalecimento e capacitação e coordenação entre os países sobre o tema. No cenário internacional não há outro instrumento que trate de crime cibernético com a extensão da convenção”, defendeu.

A procuradora da República e coordenadora do Grupo de Apoio sobre Criminalidade Cibernética (GACC), Fernanda Teixeira Souza Domingos, também defendeu a participação do Brasil na convenção como forma de facilitar o combate à criminalidade diante de novos desafios.

“Os criminosos mais sofisticados passaram a usar serviços fora da jurisdição brasileira. Locais que sem ter vínculo com território nacional ficam inalcançáveis. A cooperação precisa ser rápida, sob risco de verem frustrados os esforços para combater a criminalidade, já que provas eletrônicas podem ser rapidamente eliminadas”, destacou.

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A coordenadora de Pesquisa da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Daniela Eilberg, ponderou que a convenção pode estimular uma vigilância desnecessária e desproporcional ao facilitar determinadas formas de coleta de dados, o que pode trazer problemas pelo fato do Brasil ainda não ter uma legislação que assegure a proteção de dados na esfera criminal. Isso porque a Lei Geral de Proteção de Dados definiu como exceção a coleta e tratamento de dados por órgãos da segurança pública.

“O reforço em questão deve ser feito com dois movimentos: aprovação de regras de proteção de dados aplicadas à esfera criminal e transformação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados [ANPD] em órgão autônomo e independente para tornar sua atuação mais robusta. Avanços da adesão exigem o aprofundamento do debate sobre proteção de dados em práticas de investigação criminal, garantindo salvaguardas”, argumentou.

O relator da matéria, deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), informou que já entregou seu parecer. “É urgente que participemos da convenção. Não dá para esperar mais”, disse o parlamentar. Ele lembrou que o Brasil tem três anos para responder ao convite e que já se passaram dois anos.

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